Nosso parlamento está mais uma vez marcado pela posição perdulária e irresponsabilidade com as questões econômicas brasileiras. Os deputados federais, por exemplo receberam, agora no início de mais um mandato o chamado auxílio-mudança.

A Câmara e o Senado vão pagar cerca de R$ 20 milhões para 298 parlamentares reeleitos em outubro como ajuda de custo para início e fim de mandato. O benefício, conhecido como “auxílio-mudança”, será pago até mesmo a deputados e senadores que têm casa em Brasília e não pretendem se mudar.

O montante leva em conta o valor do benefício, de R$ 33,7 mil, equivalente a um salário. Ele deverá ser pago em dobro aos oito senadores e 270 deputados reconduzidos ao cargo, além dos quatro senadores que vão para Câmara e dos 16 deputados que fazem o caminho inverso.

Trata-se de uma “ajuda de custo” de final ou início de mandato, no valor de R$ 33.763,00, exatamente num momento em que o combate aos privilégios e benesses públicas foram extremamente combatidos na última campanha eleitoral.

Os doze reeleitos pelo Paraná que receberam o “auxílio-mudança” são : Leandre (PV), Giacobo (PR), Hermes Frangão Parcianelllo (MDB), Christiane Yared (PR), Luciano Ducci (PSB), Aliel Machado (PSB), Sérgio Souza (MDB), Ricardo Barros (PP), Zeca Dirceu (PT), Luiz Nishimori (PR), Toninho Wandscheer (PROS) e Ênio Verri (PT).”

Aliás foi um mote da campanha do atual presidente Jair Bolsonaro e dos seus seguidores. Isso é uma vergonha porque demonstra a total falta de sensibilidade do órgão público e o descompromisso dos parlamentares com aquilo que gritaram nas suas campanhas.

O eleitor do Paraná pode cobrar dos seus parlamentares eleitos, pois segundo as informações do Congresso, só alguns paranaenses não receberam o tal auxílio.

Aplausos para os deputados Rubens Bueno (PPS), Diego Garcia (PODEMOS), Gleisi Hoffmann (PT) e Gustavo Fruet (PDT). Os deputados Ney Leprevost (PSD) e Sandro Alex (PSD) igualmente não receberam o benefício porque se licenciaram da função para assumir secretarias do Governo do Paraná. Os demais, todos encheram seus bolsos com a “legal”, mas extremamente “imoral” verba de ajuda.