Jair Bolsonaro, candidato do PSL, tem cinco dias para se manifestar na investigação contra a campanha de distribuição de fake news pela rede mundial de computadores, que teriam prejudicado seu concorrente Fernando Haddad, do PT. O corregedor-geral eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Jorge Mussi, acolheu a denúncia e resolveu decidiu abrir ação de investigação, que pode resultar até na perda da candidatura do líder das pesquisas.
O corregedor determinou investigação também contra o vice de Bolsonaro, o general Hamilton Mourão e de empresários envolvidos, entre eles o dono da Havan. Mas foi negado o pedido de ações de busca e apreensão nos endereços dos prováveis envolvidos. O ministro não quis se manifestar, sobre a solicitação de quebra de sigilo eletrônico de agências acusadas de realizarem os envios das mensagens.
Em entrevistas o candidato Bolsonaro ironizou as acusações e disse que não tem qualquer envolvimento com fake news e se disse vítima do mesmo processo de difamação que corre nas redes sociais. E encaminhou aos seus defensores a responsabilidade de desmistificar o crime. Bolsonaro alega sempre que tem uma legião de seguidores, que gratuitamente fazem o papel de difusores da sua campanha, sem no entanto poder contê-los neste momento tão próximo das eleições.